Como aprender sinestesia sozinho

Uma das várias formas de sinestesia, em que as pessoas experimentam letras ou números em cores, pode ser treinável. Apesquisa que descobriu isso também indica como desenvolver essas características.

Pesquisadores pensavam que sinestesia seria um componente genético, mas algumas pessoas disseram experimentá-la durante a hipnose. Portanto, um novo estudo surgiu para descobrir se seria possível adquirir sinestesia através de treinamentos.

Para testar a ideia, os investigadores pediram para voluntários lerem um romance em que certas letras eram sempre escritas em vermelho, verde, azul ou laranja.

Antes e depois de lerem o romance, os voluntários realizaram um teste de “aglomeração sinestésica”, no qual eles tinham que identificar uma letra no meio de uma grade de letras pretas que rapidamente piscavam em uma tela. Quando a letra que eles tinham que identificar era uma daquelas coloridas, o desempenho dos voluntários foi melhor.

As pessoas que haviam lido o romance com as letras coloridas tiveram um desempenho melhor do que aqueles que leram em preto e branco. Ou seja, os que treinaram tiveram mais facilidade na realização do teste.

As descobertas da pesquisa sugerem que a sinestesia natural pode se desenvolver tanto como resultado de experiências da infância, bem como por causa da genética.

Obras de arte podem influenciar pensamentos suicidas?

A nova estação de metrô da capital russa se chama Dostoevskaya, em homenagem ao autor Fyodor Dostoevsky. Ela é repleta de mosaicos em tons de cinza com cenas das histórias de Dostoiévski, caracteristicamente obscuras e violentas. Uma das imagens mostra o protagonista do livro “Crime e Castigo” assassinando duas mulheres com um machado, e outra mostra um homem apontando uma arma para sua cabeça.

Essa obra de arte tem chamado a atenção de profissionais da saúde mental e aficionados: será que ela poderia encorajar um comportamento suicida?

É cedo pra dizer, mas os psiquiatras garantem que uma imagem de alguém com uma arma apontada para sua cabeça é problemática e pode ser convidativa ao suicídio.

Imagens de suicídio, seja na arte, no cinema ou em qualquer mídia, podem fazer o ato parecer mais real para pessoas vulneráveis, que provavelmente sofrem de depressão ou outras doenças mentais. Mas não podemos culpar de todo o mosaico: obras de arte geralmente só afetam pessoas que já estão em situação de risco.

Os meios de comunicação podem levar a imitação de comportamentos suicidas. Instituições contra o suicídio pedem que a mídia não revele fotos ou detalhes do evento, e nem “glamorize” artistas que se suicidaram, para não estimular outras pessoas a copiar o comportamento.

Além disso, há casos em que vidas foram salvas por se restringir o acesso a um método de suicídio – por exemplo, colocando barreiras em pontes. Algumas pessoas podem simplesmente procurar outras formas de se matar, mas o comportamento suicida é geralmente impulsivo, e isso pode ganhar um tempo precioso que permita que a pessoa reconsidere.

Segundo os psiquiatras, ainda mais importante é reduzir o estigma sobre problemas de saúde mental. Dessa forma, mais pessoas podem conseguir a ajuda que precisam.

Problemas com pesadelos?Saiba como controlar seus sonhos!

Psiquiatras têm desenvolvido, ao longo das décadas, numerosos tratamentos para ajudar os pacientes a controlar, ou pelo menos direcionar o que sonham. Os procedimentos têm especial utilidade para aqueles que são atormentados frequentemente com pesadelos. Para essas pessoas, a psiquiatria tenta implantar no sono o que se chama “sonho lúcido”, em que o paciente pode controlar parcialmente o que sonha, garantindo uma situação feliz ou tranquila para o sonho.

Nos últimos anos, foram duas as táticas mais comuns dos psiquiatras para diminuir a incidência de pesadelos. Na primeira, o paciente é levado a ter consciência de que está sonhando durante o sono. Na outra, o paciente é exposto a aquilo que o atormenta na maioria dos pesadelos. Se for uma cobra, por exemplo, o paciente é deixado na presença de uma serpente – enjaulada e inofensiva, é claro – até que o medo diminua paulatinamente. Ambas as técnicas estão sendo aprimoradas.

A ideia mais eficaz, segundo os pesquisadores, é que a pessoa se esforce para conseguir identificar, enquanto dorme, que o conjunto de imagens que irá ver se trata de um sonho. Para isso, a técnica moderna mais recomendada é a “incubação do sonho”.

Basicamente, a incubação do sonho funciona assim: escreva, antes de dormir, uma pequena frase que seja o “título” do sonho que você quer ter. Por exemplo, “minha próxima viagem”. Focalize nisso, que você quer sonhar com a sua próxima viagem, e leia a frase antes de deitar, e depois já na cama, até pegar no sono. Se possível, coloque nessa ideia uma imagem concreta, que nesse caso pode ser um monumento que você quer muito visitar na viagem. Repita a operação ao longo dos dias até conseguir sonhar com a viagem. Quando conseguir, troque o “título” do sonho na noite seguinte, e veja se leva menos tempo para sonhar com aquilo que deseja. Com o tempo, será fácil ter relativo controle sobre o que você vai sonhar.

Se o seu pesadelo mais comum envolve uma situação de desespero, mentalize, antes de dormir, o final feliz. Por exemplo, se você sonha com uma casa em chamas e um ente querido preso nela, imagine que você irá salvá-lo do incêndio. Combata os seus pesadelos com uma situação alternativa, sempre antes de dormir para que a mensagem esteja em “primeiro plano” no cérebro. Faça imagens positivas, e seu pesadelo tenderá a sumir.

Tocar música aumenta a capacidade intelectual das crianças!

De acordo com um novo estudo crianças que tocam instrumentosmusicais ficam mais sensíveis aos sons, incluindo a fala das pessoas e, por conseqüência, aumentando a capacidade delas de aprender novas línguas.

Os testes mostraram as vantagens da exposição de crianças à música, incluindo aquelas que são autistas ou que têm dislexia. Os pesquisadores estabeleceram, então, um elo entre o “ouvido musical” e a capacidade do sistema nervoso de absorver qualquer tipo de som.

De acordo com o estudo, quando as crianças tocavam um instrumento elas tinham um impacto em uma área do cérebro que controla a respiração, as batidas do coração e a reação aos sons.

Os resultados mostraram que crianças “musicais” têm mais facilidade de se comunicar, de interagir com os outros, de relaxar e de expressar suas emoções. Parece que a conversa da sua tia sobre como seu primo pirralho que aprendeu a tocar banjo é incrivelmente inteligente pode não ser só síndrome de mãe coruja.

Plantas também tem memória!

Investigadores descobriram que as plantas são capazes de “lembrar” e “reagir” à informação contida na luz.

Elas transmitem informações sobre a intensidade e qualidade da luz de folha em folha de uma forma muito semelhante ao nosso sistema nervoso. Estes “sinais eletro-químicos” são conduzidos por células que atuam como “nervos” nas plantas.

Os pesquisadores usaram imagens de fluorescência para ver como as plantas respondiam. A luz que brilhou sobre uma folha causou que a planta inteira respondesse. E a resposta, que assumiu a forma de reações químicas induzidas pela luz nas folhas, continuou no escuro – ou seja, a planta se “lembrou” da informação codificada na luz.

O que foi ainda mais peculiar é que a reação das plantas mudou conforme a cor da luz que as atingiu. Os pesquisadores suspeitam que as plantas possam usar a informação codificada em função de estimular reações químicas de proteção, já que o efeito de diferentes cores de luz afetou a imunidade das plantas a doenças.

Quando se brilhava uma luz na planta por uma hora e as infectava com um vírus ou bactérias 24 horas depois, a planta resistia à infecção. Mas quando a planta era infectada antes de brilhar a luz, ela não conseguia construir a resistência.

Ou seja, os cientistas afirmam que a planta tem uma memória específica para a luz que constrói a sua imunidade contra patogenias, e ela pode adaptar essa memória a diferentes condições de luz, afinal cada dia ou semana de uma temporada tem uma “qualidade de luz” característica.

Os pesquisadores dizem que isso pode ser considerado uma forma de
inteligência.

As curvas de uma mulher podem indicar se sua memória é boa

Uma pesquisa, feita por Diana Kerwin, revela que o formato do corpo feminino também pode revelar se a memória da mulher, quando ela for mais velha, será boa ou não.

Segundo a pesquisa feita na Universidade de Northwestern, quanto mais quilinhos extras a mulher possuir, pior será sua memória. O efeito é ainda mais pronunciado quando esses quilinhos estão concentrados nos quadris (o chamado formato de “pêra”) do que quando estão concentrados na cintura (formato “maçã”).

A razão pela qual os tipos “pêra” têm mais problemas de memória pode estar relacionada ao tipo de gordura que é depositada no quadril da mulher, que é diferente da gordura que se localiza na cintura.

Os cientistas sabem que diferentes tipos de gordura secretam diferentes tipos de hormônio – e eles podem causar inflamações e afetar o processo cognitivo de uma pessoa. De acordo com Diana Kerwin, autora do estudo, certos tipos de gordura podem contribuir para a formação de placas ligadas ao desenvolvimento do Alzheimer e restringir o fluxo de sangue para o cérebro.

O estudo analisou mais de 8 mil mulheres com idades entre 65 a 79 anos, período conhecido como pós-menopausa. Segundo Kerwin a obesidade é ruim, mas seus efeitos são piores dependendo do lugar onde a gordura está localizada.

Dietas e exercícios não podem modificar onde a nossa gordura se localiza, mas podem nos ajudar a diminuir sua quantidade.

Perder alguns quilinhos pode reduzir incontinência urinária

Um novo estudo revela que mulheres com sobrepeso que têm problemas com o controle da bexiga podem diminuí-los apenas perdendo um pouco de peso.

O excesso de peso, particularmente no abdômen, é um fator de risco para a incontinência urinária. As pesquisas descobriram que derrubar os quilos extras pode ajudar a prevenir o problema ou reduzir os sintomas. No entanto, ainda não se sabe exatamente o quanto as mulheres precisam perder para ver uma melhoria significativa nos sintomas.

Mas alguns estudos sugerem que perdendo 5 a 10% do peso inicial é suficiente. É uma perda relativamente modesta, sendo que para uma mulher de cerca de 90 kg, isso significa perder menos de 5 kg.

Os pesquisadores acompanharam 338 mulheres com sobrepeso ou obesas com incontinência urinária. Elas foram designadas para um programa de perda de peso concentrado na dieta, exercício e mudança de comportamento, ou a um grupo de controle que recebeu apenas educação sobre estilo de vida e peso saudável. Durante 18 meses, as mulheres mantiveram diários de monitoramento semanal de seus sintomas de incontinência urinária.

Em geral, a pesquisa descobriu que, mesmo consideraram outros fatores que afetam o risco de incontinência urinária – como idade, tabagismo e ter tido gestações múltiplas – mulheres que perderam entre 5 e 10% de seu peso inicial tem 2 a 4 vezes mais probabilidade de ter uma redução significativa em seus sintomas de incontinência – uma redução de pelo menos 70% no número de episódios de incontinência que a mulher tinha a cada semana.

Dos participantes do estudo que perderam 5-10% de seu peso inicial, 54% relataram um grande declínio nos sintomas na marca de 18 meses, em comparação com 37% das mulheres que ganharam peso.

Grande perda de peso, no entanto, não pareceu trazer benefícios adicionais. Porém, os pesquisadores não podem descartar essa hipótese.

Os investigadores ressaltam que outros tratamentos para a incontinência urinária, incluindo medicação, visam apenas a própria condição. Perda de peso, por outro lado, tem um amplo espectro de benefícios para as pessoas acima do peso. Uma série de estudos descobriu, por exemplo, que a perda de peso de 5 a 10% pode ajudar a baixar a pressão arterial ou reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2.

A queda sustentada da incontinência urinária é mais um item a ser adicionado à extensa lista de melhorias para a saúde associada com perda de peso.